quinta-feira, 31 de maio de 2018

Colonizadores de Catan!

Saudações galera! Vanilla ice na área novamente.

Dessa vez venho avisar que estarei escrevendo sobre alguns Boardgames do nosso coletivo e para começar, estarei falando hoje sobre o Catan que foi criado por Klaus Teuber, a editora Kosmos publicou o jogo na Alemanha em 1995 com o nome Die siedler Von Catan (os colonos de catan). Ele Ganhou os prêmios Spiel des Jahres (jogo do ano) em 1995, o 1º lugar do Deutscher SpielePreis (Prêmio dos Jogos Alemães) em 1995 e o Origins Award (Prêmio Origens) de 1996. Em 23 de fevereiro de 2011 a Grow jogos concluiu as negociações para lançar o jogo no Brasil, em junho de 2011 ele chegou às lojas. Lembrando que ele já havia sido editado pela primeira vez em português pela empresa Logojogos em 1999 e a partir de 2000 pela Devir. Resolvi escrever sobre este jogo por ser um dos primeiros que conheci e também porque uma de suas mecânicas consiste na negociação que é sensacional, bom aproveitando que estamos falando das mecânicas ele também tem rolagem de dados, construção de rotas, gestão de mão e tabuleiro modular. Ele pode ser jogado por 2 a 4 jogadores (6 com expansão).

Essa é a ilha de Catan, o objetivo de cada jogador é colonizar a ilha e expandir seu território para se tornar o maior, o primeiro jogador a conseguir 10 pontos na sua vez ganha o jogo.    
Como vocês podem ver esse é o tabuleiro padrão, mas ele pode ser modificado. Cada jogador começa com duas Aldeias e duas Estradas.
Depois que todos os jogadores escolherem e posicionarem suas aldeias e estradas como na figura abaixo, tem algumas regras que são importantes saber para que possam começar uma partida.  

























Em Catan existem cinco tipos de terrenos e um deserto. Cada um deles produz uma matéria-prima. Cada jogador recebe, para cada aldeia assinalada com estrela na imagem acima.  
As cartas de matéria-prima para cada terreno que circunde essa aldeia. O jogador com a aldeia azul, por exemplo, começa com 1 carta de madeira, 1 carta de ovelha e 1 carta de minério. Suponhamos então que ao rolar os dados caia 9, então os jogadores A e C receberam uma carta de tijolo e o jogador D receberá uma carta de trigo.

Cada jogar também recebe uma cartela de custos de construção.

Uma nova Estrada tem sempre que partir de uma estrada, aldeia ou cidade.

A Cidade quando construída deve sempre substituir uma aldeia existente, ela vale 2 pontos e dão o dobro de cartas de matéria prima.

 Ao fazer Desenvolvimento  o jogador deve pegar uma carta na mesa, vou falar sobre elas abaixo.









A Aldeia para ser construída deve sempre estar ligada a uma estrada e respeitar a distancia de 2 pontos de intersecção, como podemos ver no exemplo abaixo no ponto A podemos construir uma aldeia, no ponto B apesar de estar ligado a uma estrada não respeita a distância de 2 pontos de intersecção portanto não é possível construir uma aldeia.



O primeiro jogador a construir 5 estradas consecutivas recebe a cartela de maior estrada que vale 2 pontos. Na imagem acima o jogador vermelho possui 8 estradas ligadas, o jogador amarelo também tem 8 estradas porém a aldeia do jogador vermelho impede que 3 de suas estradas estejam ligadas as outras. No caso de empate permanece com a cartela o jogador que construiu o número de estradas primeiro.






Existem três tipos de carta de desenvolvimento:

As cartas de progresso são dividas em três:
Construção de estradas que permite que o jogador construa duas estradas sem custo de matérias.

Juvenção o jogador quando usa esta carta recebe 2 cartas de matéria-prima à sua escolha.

Monopólio permite que o jogador escolha uma matéria prima. Todos os jogadores têm de lhe entregar todas as cartas que possuírem dessa matéria-prima. Se algum jogador não possuir cartas não entrega nada.

As cartas de pontos de vitória dão 1 ponto e representam importantes avanços culturais, que são representados por edifícios.

O Cavaleiro lhe permite movimentar o ladrão, quando você tiver três cartas de cavaleiro recebe a cartela maior cavalaria que vale 2 pontos.










No tabuleiro não tem fichas com o número 7 é ai que o ladrão entra em cena, toda vez que cair 7 ao rolar os dados o jogador deve movimentar o ladrão para outro terreno, nas próximas rolagens se cair o número do terreno onde o ladrão estiver, o jogador não recebe cartas de matéria-prima até que o ladrão seja retirado. Nesse momento os outros jogadores podem negociar matéria-prima para evitarem o ladrão em seu território. Obs: quem lançou os dados é obrigado a movimentar o ladrão.

Durante o jogo é comum acumular matéria-prima repetida, na vez de cada jogador é possível negociar com os demais jogadores esses recursos, há também a possibilidade de trocar com a mesa e nesse caso são necessárias 4 cartas iguais para trocar por uma carta de matéria-prima que o jogador deseje, essas são formas de trocar cartas quando não se tem um porto.
Se o jogador construir uma aldeia nas intersecções onde há um porto, ele passa a ter melhores condições no comércio marítimo. No porto genérico você pode trocar 3 cartas de matéria-prima iguais por uma carta de matéria que deseje. Com uma aldeia no porto especial você pode trocar 2 cartas de matéria-prima que está indicada no porto por 1 carta de matéria que o jogador deseje, para tirar vantagem deste porto é necessário posicionar as demais aldeias em lugares estratégicos. As bolinhas das fichas numeradas indicam a probabilidade de o terreno correspondente produzir matérias-primas, quanto mais bolinhas estiverem ilustradas embaixo do número, maior a chance desse valor sair nos dados, dessa forma escolha bem onde posicionar suas aldeias iniciais.

É isso galera depois de saber essas regras você pode jogar uma partida tranquilamente, para jogar Catan comigo e muitos outros jogos clique aqui em RPGCultura e fique por dentro dos nossos eventos e compareça para jogar com a gente!

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